Os momentos mais desafiantes nas nossas vidas são aqueles que nos ensinam mais. A Rosa viu o impacto que uma experiência de liderança internacional teve na vida de vários jovens e quis vivê-lo. “Eu vi como inspirava as pessoas. Elas voltavam diferentes, satisfeitas. Eu queria sair da minha zona de conforto.”
“E foi o que fiz – sem desculpas.”
A Rosa viajou para Itália este verão, mas não na típica viagem de férias. Ela participou num projeto de Global Volunteer com a AIESEC, o Share Your Summer, para desenvolver a perceção global dos jovens numa comunidade local na Sicília. Através de atividades de partilha de cultura e inglês, o objetivo era dar a conhecer aos jovens uma nova realidade do mundo. Portanto, no dia 31 de Julho, rodeada pelo Mediterrâneo, a Rosa deu início a uma das maiores experiências da sua vida e ao impacto que iria causar na sociedade italiana.
A Sicília acabou por ser “um outro mundo”. As pessoas tinham um ambiente dramático nas suas relações e eram muito reservadas. A ilha do sul é o coração das pessoas que lá vivem e que sentem orgulho na sua terra de uma forma amorosa e carismática. “A comida sabe melhor, a água é mais quente”, diz a Rosa, como resultado de estar rodeada de pessoas que amam a sua terra.
As suas preocupações são concentradas na sua região. Relativamente a problemas do mundo, a Rosa diz que sentiu que eles “vivem à parte”. Contudo, a crise de refugiados é algo que os afeta e os preocupa.
Ao recordar o seu impacto, a Rosa lembra-se de situações onde simples gestos fizeram a diferença. “Havia esta miúda da Moldávia. Ela não era propriamente tímida, mas não falava com ninguém. Não queria viajar connosco (restantes estagiários) para Marrocos porque podia haver terroristas; não queria nem partilhar o quarto. Mas o nosso grupo não desistiu dela e no fim da experiência ela era uma pessoa completamente diferente. Até fez uma melhor amiga em Marrocos!”
O projeto teve as suas dificuldades, mas a Rosa manteve-se focada na solução, nas pessoas à sua volta e naquilo que a fazia feliz. “Os miúdos queriam saber sobre a cultura portuguesa. Perguntavam tantas coisas. Eu acho que foi muito importante introduzir coisas sobre as quais são curiosos.”
No final da sua experiência, ela descreve-a como “desafiante”. “Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz – mas não me arrependo. Aprendi tanto. Encontrei uma força em mim que não sabia que tinha”.




